notícias Emma Stone se arrisca na comédia / drama maluco ‘Poor Things’

Nenhum ator em 2023 assumiu mais papéis do que Emma Stone em “Poor Things”.

Embora muitas de suas escolhas anteriores parecessem seguras, “Poor Things” – sua segunda colaboração com o escritor/diretor de “The Favorite” Yorgos Lanthimos – sugere que ela pode estar tomando uma nova direção ousada. O filme é incrível e sua atuação abraça a visão, o corpo de Lanthimos (todos de seu corpo) e alma.

Stone interpreta Bella, um monstro de Frankenstein ainda mais bonito, criado em laboratório por um cientista maluco. Seu nome é Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), mas ela apenas o chama de ‘Deus’. As circunstâncias que rodearam a criação de Bella não são inicialmente reveladas, mas o distanciamento emocional de Dafoe sugere que ele tem dificuldade em compreender os elementos básicos da humanidade. E embora ele seja afetuoso com Bella, as revelações sobre sua infância abusiva indicam falta de compaixão ou empatia. (“Ela é um experimento”, ele diz sobre Bella, “e temos que controlar as condições ou nossos resultados não serão puros.”)

Bella sempre parece uma mulher adulta, embora com sobrancelhas selvagens, mas ao longo do filme, Stone mostra seu amadurecimento desde a infância (ela tinha acabado de nascer, em certo sentido) até a plena feminilidade. É um feito notável e, embora Stone tenha sido ótimo muitas vezes, nada que vimos dela indicou que ela seria considerada para esse tipo de coisa.

Baxter mantém Bella trancada em sua mansão vitoriana (o filme parece se passar na década de 1890) até que um pretendente chega e a leva para Portugal (na verdade, um cenário deliberadamente falso). Lá ela começa a se recuperar, emocionalmente e – principalmente – sexualmente (ela adora o ato, que chama de “salto furioso”).

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“Poor Things” é uma comédia, e Lanthimos combina diferentes tipos de humor, desde as declarações inexpressivas de Dafoe (“Sou meio romântico”, diz ele, pouco antes de soltar um arroto gigante) até o terno de Mark Ruffalo, que simplesmente um vilão do cinema mudo exageradamente gesticulante e descontrolado. É claro que Lanthimos cria uma atmosfera selvagem onde os artistas são encorajados a cometer erros, mas ‘Poor Things’ não parece uma bagunça solta e improvisada. Suspeito que o filme, que começa em preto e branco, mas muda de cor conforme Bella começa a explorar o mundo, saiu exatamente como ele pretendia.

Mas aqui está a questão. Lanthimos parece pensar que há mais coisas acontecendo em “Poor Things” do que realmente existe. No final das contas, é uma daquelas alegorias de selvageria/civilização que questiona quem é realmente mais civilizado: Bella, que reage impulsivamente e se rebela contra as regras da sociedade educada, ou os ricos presunçosos que menosprezam e falam sobre Bella por trás dela. voltar?

Não é propriamente um tema revelador e Lanthimos já o explorou melhor em trabalhos anteriores como ‘Dogtooth’, ‘The Lobster’ e ‘Favourite’. O personagem de Bella se desenvolve de maneiras surpreendentes, mas ‘Poor Things’ ainda nos deixa com uma entrada no velho argumento natureza versus criação e, sem surpresa, não tira nenhuma conclusão disso.

‘Pobres coisas’

*** de 4 estrelas

Avaliado: R para nudez gráfica, linguagem forte e violência.

No: Nos teatros.